Ontem mudou. Hoje começa.

Hoje... ou melhor, ontem, eu iniciei uma nova fase da minha vida.


A vida é cheia de surpresas. E, com o tempo, percebi que a maioria delas é boa. O desafio está em como escolhemos enxergá-las.

Todos os dias recebemos uma folha em branco para escrever um novo capítulo desse incrível livro chamado vida.

Hoje, escolhi me despedir.

Me despeço das pessoas que, em algum momento, me fizeram acreditar que eu era menor do que realmente sou.

Me despeço das palavras que ouvi e que nunca acrescentaram nada de positivo.

Me despeço dos lugares onde precisei mudar quem eu era para tentar me sentir pertencente.

Me despeço de tudo aquilo que me prende ao passado e me impede de seguir em frente.

Mas, principalmente, me despeço da versão de mim que tentei construir para agradar os outros, para caber em espaços que nunca foram feitos para mim.

Se, depois dessa despedida, você sentir que eu mudei ou que já não sou mais a mesma pessoa, talvez esteja certo. Mas essa despedida nunca foi para você.

Ela foi para a pessoa que eu deixei de ser ao tentar corresponder às expectativas alheias.

Talvez você me pergunte:

"Você está falando da sua vida profissional ou da sua vida pessoal?"

E eu responderia com outra pergunta:

Será que realmente conseguimos ser duas pessoas diferentes?

Eu acredito que, quando mostramos uma versão para o trabalho e outra para a vida, muitas vezes estamos apenas tentando esconder quem realmente somos.

Foi quando entendi isso que percebi que autenticidade não é um discurso bonito. É uma escolha. E, muitas vezes, uma escolha difícil.

Por isso, faço um convite:

Despeça-se daquilo que limita quem você é.

A vida acontece no presente. O passado já escreveu suas páginas. O futuro ainda está em branco.

Escreva uma história em que você seja o protagonista. Não uma história guiada pelo medo, pelas opiniões dos outros ou pela necessidade de aprovação.

Sabe aquela pessoa que passa pela rua cantando alto, sorrindo e sem se preocupar com o julgamento de ninguém?

Durante muito tempo eu a via como "o louquinho da rua que canta".

Hoje, eu a vejo como alguém que talvez tenha conquistado algo que muitos ainda procuram: a liberdade de ser exatamente quem é.

No dia em que eu tiver essa mesma coragem, poderei dizer que encontrei minha própria liberdade.

Porque, no fim, viver é justamente isso: deixar que a música da nossa essência fale mais alto do que o barulho da opinião dos outros.

E você?

Do que se despediria hoje? 



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